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Conheça os benefícios do empreendedorismo para as favelas

Empreender significa identificar algum problema ou oportunidade, criar uma solução e investir recursos na criação e implementação dessa proposta para impactar positivamente a sociedade, seja através de um projeto, uma organização ou de um movimento que provoque mudanças reais no cotidiano das pessoas.

O empreendedorismo tem um papel central na economia, e os empreendedores enxergam oportunidades em diferentes cenários e precisam ter coragem para se arriscar. Quando falamos da favela, empreender é uma realidade: de acordo com o Data Favela, 76% dos moradores desses territórios já teve, quer ter ou já tem um negócio. Continue a leitura e saiba mais sobre benefícios do empreendedorismo para as favelas!

Empreendedorismo - Gerando Falcões

Qual a importância do empreendedorismo?

O empreendedorismo está diretamente ligado às iniciativas inovadoras, gerando novos segmentos e transformando a forma como consumimos produtos e serviços. Com as mudanças tecnológicas, o empreendedorismo ganha cada vez mais espaço no mercado.

Também conseguimos ver empreendedores iniciarem negócios com enfoques sociais buscando relacionar os resultados financeiros aos benefícios gerados à comunidade. Essas empresas são chamadas de negócios de impacto ou de empreendedorismo social.

Como empreender nas favelas?

É comum encontrarmos salões de beleza, mercadinhos, lanchonetes e lojas de roupas nas favelas em que pais, filhos e primos trabalham juntos. Normalmente, os comércios familiares das periferias são voltados para o próprio bairro, aceitando apenas o pagamento em dinheiro e trabalhando com aquele famoso caderno para anotar a conta de quem compra fiado.

Esses locais também costumam funcionar em horários diferentes do habitual, extrapolando o período comercial, além de realizar pausas de descanso maiores ao longo do dia. Tudo isso evidencia as vantagens de empreender em vez de trabalhar para terceiros. E mesmo com as dificuldades existentes e com a informalidade, a favela presencia a criação de novas empresas e fomenta um novo ambiente de consumo.

Benefícios do empreendedorismo para as favelas

As favelas têm muito potencial. De acordo com dados do Data Favela, elas movimentaram 120 bilhões de reais em 2019. Por isso, é importante olhar esses territórios como um ambiente onde o empreendedorismo potencializa a economia, fazendo com que o dinheiro circule e gere ainda mais empregos e renda para os moradores.

São muitos os desafios para empreender, ainda mais quando falamos do empreendedor da favela, que enfrenta questões como a falta de estrutura e o preconceito. Mas, ao dar os primeiros passos e começar a ter um retorno financeiro, a pessoa passa a ter poder aquisitivo e acesso a bens e serviços que antes não tinha. Apesar de muitas pessoas que moram na periferia começarem a empreender por necessidade, o empreendedorismo pode auxiliar na autonomia financeira.

Negócios sociais nas favelas

Quer ver na prática como o empreendedorismo funciona nas favelas? Trouxemos três negócios sociais que têm contribuído para o desenvolvimento econômico nas favelas atrpor meio do Programa de Editais da Gerando Falcões.

Frutivar

Essa é uma fábrica de polpa de frutas e sucos naturais, no Morro do Caneca (RN), que possui três importantes objetivos: a sustentabilidade financeira do Motivar, uma instituição que atua com esporte, cultura, cidadania e empreendedorismo para mulheres; o combate ao desperdício de alimentos; e o acesso a um produto natural e com qualidade pela população local.

Frutivar

Opportunità Pizzaria Social

Empregando ex-presidiários que já concluíram o desenvolvimento pessoal, social e profissional no Instituto Recomeçar, que atua com a inclusão social de egressos, a pizzaria Opportunità fica localizada em Poá (SP) e ajuda a obter lucro para a manutenção das atividades da ONG.

Opportunità Pizzaria Social

Banco Social Laguna

A missão do Banco Social Laguna, criado pela ONG Manda Ver, é dar acesso ao microcrédito à comunidade, de forma sustentável, viabilizando recursos e fomentando o empreendedorismo e a economia circular no território de Vergel do Lago (AL).

Banco Social Laguna

 

Bazar Gerando Falcões

O Bazar da GF é um negócio de impacto social que dá acesso a bens de consumo para a população de baixa renda. Oferecemos produtos com valores até 80% mais baratos do que o mercado tradicional e todo o lucro das vendas é destinado aos nossos programas sociais nas favelas.

Além disso, também atuamos diretamente com a educação e profissionalização de crianças e jovens pelo Bazar-Escola, dando a chance para que jovens que passaram por nossos programas de formação tenham essa experiência para chegar ao mercado de trabalho prontos.

Bazar Gerando Falcões

Saiba como contribuir para o nosso negócio social aqui.

#TamoJunto

Confira também: Quais as tendências do empreendedorismo social?

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Laura bio

Combate à pobreza desigualdade social empreendedorismo Favela

Rebeldes com causa

O trabalho do terceiro setor só existe graças aos empreendedores sociais. Toda forma de engajamento é importante, mas são esses indivíduos, cujo escritório fica dentro da favela, que viabilizam o combate à pobreza nos quatro cantos do país.

Eles têm algo que não pode ser comprado ou simulado: a vivência no território. São líderes que conhecem pelo nome as famílias mais pobres das suas quebradas. Lembram a cor da casa de cada uma delas e sabem dizer se o chão ali é de terra batida ou de piso. Quando alguma criança não consegue vaga na creche, ou quando alguém descobre um problema de saúde, prontamente a notícia chega à sua atenção.

O “olho no olho” com a população local coloca esses empreendedores em uma posição destacada para criar soluções disruptivas de combate à pobreza. Eles são nossos maiores inventores – nossos “rebeldes”, “encrenqueiros”, como gostava de definir Steve Jobs. Dia após dia, eles desenvolvem tecnologias sociais pioneiras. Com coragem, baseados em sua vivência prática, sem medo de errar e aprender, eles testam cotidianamente jeitos inovadores de desarmar a bomba relógio da pobreza e da desigualdade.

Por isso é tão importante valorizar seu trabalho. Uma das metas da Gerando Falcões é identificar essas pessoas extraordinárias e ajudá-las a acelerar suas habilidades. Nosso braço educacional, a Falcons University, existe justamente para que as ONGs da rede possam construir modelos de gestão mais profissionais, em linha com o que as grandes empresas praticam, e desenvolver plenamente as competências sociais e emocionais de suas lideranças.

Mas isso não basta. É preciso convencer a sociedade do verdadeiro tesouro que os empreendedores sociais representam. O Brasil segue preso a um modelo tradicional, ultrapassado, de dinheiro pelo dinheiro, a qualquer custo. Medidos por critérios estritamente financeiros, esses líderes comunitários, de fato, não têm ainda muita expressão. Trato aqui de pessoas que muitas vezes precisam decidir se pagam o aluguel ou a conta de luz atrasada de suas ONGs. Seus “empreendimentos” não estão listados na Bolsa de Valores.

No entanto, se houvesse uma bolsa que negocia o valor social e ambiental das instituições, não tenho dúvida de que o IPO dessas ONGs bateria recordes. É essa mensagem – cada vez mais consensual entre os próprios agentes do mercado em todo o mundo – que precisamos reforçar no Brasil.

O Encontro Nacional de Favelas, realizado nesta semana em São Paulo, será uma boa oportunidade para isso. O evento reúne cerca de 600 líderes sociais de todas as regiões do país. Por meio da arte, da poesia, da música e, principalmente, das histórias inspiradoras dessas pessoas, vamos (re)aprender como é possível, sim, construir novas maneiras de construir o enfrentamento às desigualdades.

Esses líderes são a prova de que o Brasil precisa valorizar mais a sua gente. Eles representam um país vibrante, criativo, generoso e não podem ficar esquecidos. Esses são, afinal, nossos grandes inventores. Enquanto alguns dos melhores cérebros do mundo recebem todo o suporte necessário para concretizar o sonho de colonizar Marte, nossos “rebeldes” e “encrenqueiros” precisam de ainda mais apoio para cumprir uma missão bem mais urgente: transformar a pobreza da favela em peça de museu

coluna edu

desigualdade social empreendedorismo

Empreendedorismo social: saiba como lucro e propósito andam de mãos dadas

A utilização do termo empreendedor social começou entre os séculos XIX e XX com a promoção de avanços sociais por meio de iniciativas privadas. Entretanto, o pioneiro do termo empreendedorismo social foi Bill Drayton.

Em 1980, Drayton popularizou o termo com as primeiras ações sociais da Ashoka, organização fundada pelo americano na Índia. Assim, começou o movimento que transformou a sociedade.

A principal função do empreendedorismo social é o impacto social causado por meio da criação de alternativas dentro do mundo corporativo para transformar vidas. Isso ocorre com a promoção de benefícios sociais, econômicos e políticos.

Essa nova potência transformadora vem gerando empreendedores, mudando seus olhares e o comportamento das empresas. Agora, todos querem firmar parcerias e financiar organizações sociais. Além disso, temos a criação de organizações independentes, que viram no empreendedorismo social uma forma de gerar receita e fazer o bem para a sociedade.

O empreendedorismo social em Bangladesh 

Outro precursor do empreendedorismo social foi o ganhador do prêmio Nobel da Paz de 2006, Muhammad Yunus, que fundou em 1976 o Grameen Bank

Assim nascia uma das primeiras iniciativas sociais em que pessoas sem renda poderiam pegar um pequeno empréstimo, chamado de microcrédito. O retorno do valor não é garantido, mas a maioria dos clientes paga sua dívida.

mulher com blusa rosa segurando notas de dinheiro

O Grameen Bank já beneficiou quase 10 milhões de pessoas (97% mulheres) para sair da pobreza. Além disso, o programa utiliza a economia circular como pilar. Todo o dinheiro devolvido pela população é reinvestido em projetos de outras pessoas.

Empreendedorismo x Empreendedorismo Social 

Inicialmente, define-se empreendedorismo como um conjunto de hábitos e características baseadas na captação de renda e criação de negócios únicos e inovadores. Ou seja: o foco do empreendedorismo é exclusivamente gerar renda para projetos inovadores ou únicos. 

Dessa forma, o empreendedorismo social é formado por negócios com propósitos inovadores que têm um viés social. Neles, o objetivo principal das empresas é impactar positivamente a sociedade. Assim sendo, o empreendedorismo social é uma ligação entre ações empreendedoras de valor social e o lucro.      

Quais são as principais características do empreendedorismo social?

Dentre as principais características do empreendedorismo social, destacam-se as ações em comunidades locais com o intuito de combater problemas sociais. Outro ponto são as soluções de grandes problemas por meio do trabalho social a longo prazo. 

principais características do empreendedorismo social

Além disso, há 3 pilares centrais que caracterizam o empreendedorismo social:  

1. Identificação 

Primeiramente, é preciso identificar qual é o problema dentro da sociedade que será o foco do empreendimento social. 

2. Oportunidade

Assim que o problema for identificado, é possível definir quais oportunidades podem equilibrar essa situação e, por fim, criar um projeto com cunho para motivar os indivíduos. 

3. Estabilidade 

Após a identificação do problema e criação do projeto, é necessário elaborar as ações dentro da empresa. As ações vão contribuir socialmente para transformar vidas em situação de vulnerabilidade dentro da sociedade. 

Contudo, outros fatores são necessários para definir o empreendedorismo como social. Isso porque é preciso que seja inovador, realizável e autossustentável. Além disso, é preciso que envolva várias pessoas e segmentos da sociedade para promover impacto social. 

A chegada do empreendedorismo social no cenário brasileiro 

No Brasil, a Ashoka Empreendedorismo Social chegou em 1986, dando início aos negócios de impacto social a fim de promover avanços na sociedade brasileira.

Porém, a primeira ação de destaque foi o Comitê de Democratização da Informática (CDI), atual Recode, criado por Rodrigo Baggio em 1995. Rodrigo notou que a tecnologia da informática seria um divisor de águas para combater a exclusão social, unindo jovens de todas as classes sociais.

A chegada do empreendedorismo social no cenário brasileiro

Contudo, apenas jovens da classe alta tinham acesso a computadores. Foi assim que Baggio criou a solução na favela da Dona Marta (RJ). Ali, jovens da periferia teriam acesso à primeira escola de informática na favela, sendo incluídos social e digitalmente.

Hoje, a Recode (antiga CDI) possui mil centros de empoderamento digital em 9 países, gerando impacto social para mais de 1,8 milhão de pessoas. 

Exemplos de projetos que praticam o empreendedorismo social no Brasil 

Nos últimos anos, o empreendedorismo social cresceu muito no Brasil. Veja algumas organizações que estão lutando por um futuro melhor.

Rede Cidadã 

Criada em 2002, a Rede Cidadã é uma entidade de assistência social que atua para desenvolver soluções para que trabalho e renda sejam criados para pessoas que estão na base da pirâmide. Os programas e projetos criados são permanentes e unem sociedade civil, empresas e órgãos públicos.   

Projeto ICA

Fundado em 1997, em Mogi Mirim, por Sofia Mazon, esse projeto se apresenta como um espaço que valoriza o ser humano. O ICA promove o autoconhecimento, autoestima e senso crítico mais consciente de crianças e jovens das comunidades. Dentre os principais pilares do programa, encontram-se o atendimento à criança, educação, arte, dança e palestras. 

Entre os inovadores sociais que realizam tais ações e investem o lucro obtido na sociedade, além de Eduardo Lyra, podemos falar sobre o trabalho do empreendedor social Preto Zezé. 

Como o empreendedorismo social da CUFA impacta a desigualdade social brasileiro?   

Criado nos asfaltos de terra da cidade de Fortaleza (CE), Preto Zezé é atualmente o presidente nacional da Central Única das Favelas (CUFA). Há mais de 20 anos realiza diversas atividades para promover a integração e inclusão social dos jovens das favelas do Brasil. 

A CUFA surgiu em 1999 na Cidade de Deus, favela do Rio de Janeiro. Hoje está presente em 5 mil favelas do Brasil e em mais de 15 países do mundo. 

Assim sendo, foi da união de vários jovens das favelas da cidade do Rio de Janeiro, envolvidos na cena da música Hip Hop, que a CUFA iniciou o seu trabalho. Em primeiro lugar, começou debatendo sobre a marginalização da cultura Hip Hop brasileira por parte da sociedade. 

Veja: Preto Zezé no Flow Podcast

A organização vem se desenvolvendo e aumentando a sua atuação no Brasil e no mundo por meio de ações de políticas socioculturais e cursos de formação profissional. Tudo isso por meio de contratos e parcerias com empresas privadas, fundações e o Estado. 

 Os novos negócios digitais do projeto vão de encontro com o compromisso da CUFA, que de acordo com Preto Zezé, é “o desejo da favela ser feliz, dos favelados protagonizarem algum momento de transformação das vidas para gerar felicidade”. 

Como a Gerando Falcões impacta o empreendedorismo social brasileiro? 

A Gerando Falcões possui inúmeras iniciativas inovadoras para contribuir positivamente com o impacto social na sociedade. Em primeiro lugar, damos a líderes sociais a chance de aprender como serem empreendedores de sucesso. Acreditamos que só assim vamos mandar a pobreza das favelas para o museu.

Veja alguns exemplos de projetos que estamos tocando atualmente: 

Falcons University

Em primeiro lugar, temos uma universidade feita na favela para a favela. A Falcons University é onde formamos líderes sociais de todo o Brasil. São empreendedores sociais que acreditam no fim da desigualdade social e querem aprender e se desenvolver como líderes e empreendedores.

edu lyra da gerando falcões sentado em uma sala conversando sobre empreendedorismo socia

Na Falcons, temos aulas que vão desde o aprendizado socioemocional, passando por Recursos Humanos (RH), financeiro e de gestão, tudo para que as favelas sejam comandadas por profissionais capacitados.

Favela 3D

Em segundo lugar, temos a Favela 3D – digna, digital e desenvolvida –, um projeto multissetorial, que busca a união de governo, iniciativa privada e população para construir favelas dignas, digitais e desenvolvidas. 

Atualmente, o projeto está presente em 4 favelas: Vergel do Lago (AL), Morro da Providência (RJ), Favela Marte (SJRP) e Boca do Sapo (SP).

Quer saber mais sobre Favela 3D e ser parceiro? Preencha o formulário e entraremos em contato com você! 

Bazar G.F. 

Nosso bazar conta com diversas peças de vestuário, calçados e eletrônicos com valores até 70% mais baratos do que os praticados no mercado tradicional. Além disso, todo o valor arrecadado nas vendas é revertido em investimento em programas de transformação nas periferias e favelas.

homem de máscara, vestindo verde, dentro do bazar da gerando falcões olhando uma peça de roupa

Nosso bazar também é uma escola para a formação de jovens aprendizes. Nele, nossos estudantes podem ter vivências profissionais para decidir qual é a melhor trajetória para a sua vida. Tudo isso com supervisão socioemocional e muito aprendizado.

Saiba como doar e ser um Anjo do nosso Bazar G.F.

Então: quer sonhar com a gente? Decole agora no foguete que vai colocar a pobreza das favelas no museu antes de Marte ser colonizado!

Confira também: Favela 3D | 5 curiosidades sobre a corrida espacial

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elenara souza redatora que escreveu o artigo sobre empreendedorismo social

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